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Cerca Conventual. Mata dos Sete Montes

A cerca conventual é uma vasta área rural conhecida, desde os primórdios do povoamento templário da região, como o Lugar dos Sete Montes. Trata-se de uma unidade de paisagem, constituída por um maciço montuoso de sete colinas, pequenas mas de relevo acentuado, que se desenvolvem de norte para sul em forma de arco de ferradura, com um pequeno mas profundo vale de premeio, descendo de poente para nascente, onde corre um ribeiro que verte as suas águas no rio Nabão. Foi na colina que limita a norte o maciço que os Templários fundaram, em 1160 o castelo de Tomar.

Quando D. João III construiu o convento novo, para a Ordem de Cristo reformada em freiria de clausura, rodeou toda a área rural com um muro, pela cumeada dos morros, para que assim todo o Lugar dos Sete Montes ficasse ligado ao convento, passando este domínio rural a ser a cerca privativa dos freires de Cristo.

Nos finais do século XVI a cerca conventual é celebrada por Fernão Álvares do Oriente na sua novela bucólica Lusitânia Transformada: "...Bem junto à ribeira do antigo Nabão, a par de um lugar fresco, a que os seus moradores por justa ocasião chamaram os Sete Montes, porquanto sete montes o rodeiam todo, está uma floresta tão oculta aos olhos dos pastores, que parece que não só à vista mas também aos pensamentos se nega entrada nela.".

 

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