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Dinastia Filipina (1580-1640)

Quando Portugal perde a sua independência, em 1580, o rei espanhol Filipe II, herdeiro do trono português, torna-se mestre da Ordem de Cristo em consequência do direito hereditário de mestrado e governo da ordem que D. João III havia obtido do papado para a coroa portuguesa.

Em 15 de Abril de 1581, as cortes reunidas em Tomar declararam Filipe II de Espanha rei de Portugal. Entrou, então em Lisboa, a 25 de Julho. Veio a ser Filipe I de Portugal. Jurou guardar e conservar todos os foros, privilégios, usos e liberdades que o seu novo Reino tinha por concessão dos seus antecessores. Ficou a residir em Lisboa, onde permaneceu dois anos, e, à morte de seu filho, Diogo, o herdeiro da Coroa, foi jurado seu sucessor, o príncipe das Astúrias, Filipe que viria a ser III de Espanha e II de Portugal, nas cortes de Lisboa, de 1582.

O aqueduto conventual, iniciado por Filipe I de Portugal e concluído no tempo de Filipe II, é a obra mais marcante do período filipino. Percorre cerca de 6 quilómetros desde as suas nascentes e vem confinar-se no convento joanino incorporando a fachada sul que assim fica alterada pela arcaria do grandioso aqueduto.

São também obras notáveis deste período a portaria nova ou Portaria Real, na fachada norte do convento, o Dormitório Novo, no Claustro da Hospedaria, a conclusão do Claustro Principal, a Sacristia Nova, no claustro do Cemitério, a Fonte do Claustro Principal, de traça barroca, acionada pela água do aqueduto e a escadaria, também de feição barroca, que liga o terreiro do Castelo ao adro da igreja conventual.

Do tempo de Filipe III nenhuma obra ou facto assinalável ficou, como testemunho da sua passagem pelo mestrado e governo da Ordem de Cristo.

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