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Costa Cabral

António Bernardo da Costa Cabral (Algodres, 9 de Maio de 1803 - Porto, 1 de Setembro de 1889), o 1.º conde e 1.º marquês de Tomar, mais conhecido simplesmente por Costa Cabral, foi um político português que, entre outros cargos e funções, foi deputado, par do Reino, conselheiro de Estado efectivo, ministro da Justiça e Negócios Eclesiásticos, ministro do Reino (...) A figura preponderante deste estadista na política portuguesa durante a primeira fase da monarquia constitucional permite afirmar que em torno dela girou toda a política de consolidação institucional do liberalismo que caracterizou o reinado de D. Maria II. Foi, a partir de 1841, grão-mestre da Maçonaria.

António Bernardo da Costa Cabral estava ainda no início da sua carreira política, sendo apenas deputado, quando em 1838 comprou partes do Convento de Cristo e a sua cerca. Havia decidido ali estabelecer a sua residência de férias e fazer agricultura na Mata dos Sete Montes. A área que lhe coube nessa aquisição desenvolvia-se em torno do Claustro dos Corvos embora lhe passassem a pertencer também algumas outras zonas dispersas pelo monumento. A atestar amor por aqueles espaços mágicos e uma esclarecida consciência do seu alto valor, estão as urgentes medidas que tomou para salvaguarda do convento que tinha andado a saque desde a saída dos frades de Cristo. Logo que em 1839 entrou no governo promoveu a nomeação de guardas para vigiar aquele monumento cimeiro de Portugal, ordenou da sua bolsa algumas obras de restauro urgentes, nomeadamente na Charola, e evitou que continuassem a carregar para Lisboa, em condições desastrosas, algumas das valiosas tábuas que ainda ali permaneciam. Também foi para Tomar que se retirou naqueles anos em que andou em desgraça política para ali escrever uma História de Tomar em que o Convento é o tema central. Já com 86 anos, no regresso do seu longo posto junto da Santa Sé, foi ao Convento que regressou para o entregar ao filho mais velho e ir morrer à Foz do Douro. Até 1942, ao longo de três gerações, continuou o Convento à guarda dos seus descendentes que, afinal, o protegeram, ajudaram a manter e muito o amaram.

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